Atualizado em: 6 de outubro de 2026
As lesões cerebrais no HIV incluem quadros decorrentes da própria ação do vírus no sistema nervoso central (SNC) e infecções oportunistas[cite: 22]. Embora a incidência de complicações oportunistas tenha reduzido com a terapia antirretroviral altamente ativa (HAART), o transtorno neurocognitivo associado ao HIV (HAND) permanece frequente, afetando de 15% a 50% dos indivíduos[cite: 22].
A investigação das lesões cerebrais no HIV exige uma avaliação clínica rigorosa combinada com exames de imagem e a análise detalhada do líquido cefalorraquidiano (LCR ou líquor)[cite: 22].
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ToggleEntre as lesões cerebrais no HIV, o HAND apresenta manifestações que variam desde o comprometimento neurocognitivo assintomático até a demência associada ao HIV (HAD)[cite: 22]:
As lesões expansivas causam edema e efeito de massa nas estruturas adjacentes, geralmente captando contraste devido à inflamação e quebra da barreira hematoencefálica[cite: 22]. As causas mais comuns dessas lesões cerebrais no HIV são[cite: 22]:
Reativação de infecção latente, comum em pacientes com CD4 < 100 células/µL e IgG positivo para Toxoplasma gondii[cite: 22]. Os sintomas incluem febre, cefaleia, alteração do estado mental, déficits focais e crises epileptiformes[cite: 22].
Ocorre tipicamente com CD4 < 50 células/µL sem TARV[cite: 22]. Causa cefaleia, confusão mental, letargia e déficits focais, além de sintomas constitucionais (febre, sudorese noturna e perda de peso) em mais de 80% dos casos[cite: 22].
Causado por patógenos como Staphylococcus spp, Streptococcus spp, Aspergillus spp e Listeria spp, com apresentação clínica e radiológica semelhante à toxoplasmose[cite: 22].
Acúmulo granulomatoso decorrente de tuberculose disseminada ou síndrome de reconstituição imunológica após o início da TARV[cite: 22]. Pode ocorrer sem evidência de doença sistêmica[cite: 22].
Geralmente não apresentam realce ao contraste nem risco de herniação[cite: 22]. As causas mais comuns deste grupo de lesões cerebrais no HIV incluem[cite: 22]:
Doença desmielinizante provocada pela reativação do vírus JC em imunossupressão grave (CD4 < 200 células/µL) ou durante a reconstituição imune[cite: 22]. Manifesta-se por déficits focais rapidamente progressivos e declínio cognitivo[cite: 22].
A encefalopatia pelo HIV causa demência subcortical e lesões na substância branca em pacientes graves sem TARV[cite: 22]. Já a encefalite por Citomegalovírus (CMV) ocorre com CD4 < 50 células/µL, provocando delirium, ventriculoencefalite e comprometimento de nervos cranianos ou retinianos[cite: 22].
A realização da punção lombar é indicada em todos os pacientes com HIV que apresentam manifestações no SNC, desde que não haja contraindicações como risco de herniação ou coagulopatias graves[cite: 22]. Segundo diretrizes do Ministério da Saúde, o diagnóstico etiológico rápido é determinante para o prognóstico neurológico[cite: 22].
Principais testes no LCR utilizados para identificar as lesões cerebrais no HIV[cite: 22]:
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